25 de abril de 2010

O vôo enfeitiçado




Um dia ouvi dizer que o mundo acabará. Que os mares invadirão os continentes, que a água potável se esgotará e haverão grandes guerras por conta disso. Que a temperatura poderá chegar a 50° em poucos anos, que animais sofrerão grandes mutações e que algumas espécies desaperecerão do Planeta.
Tudo isso me causou grande desespero e tristeza. O que será de nós? Como poderemos mudar essa situação? O que será de nossos filhos? E nosso netos? E nossos bisnetos? Existirá vida até lá?Tive vontade de fugir para longe. Mas fugir para onde? Não tinha para onde ir. Aquele era nosso destino.
Saí por aí procurando uma luz no fim do túnel. Precisava fazer alguma coisa. Sentia que meu interior morria aos poucos, me faltava ar. O ar era expesso, áspero, entorpecia minha mente.
Tudo parecia perdido. Me conformei, deitei, calei, esperei. Esperei a morte, o fim, o nada. Até que enxerguei ao longe, cores, muitas cores. Eram cores em movimentos (ou seriam moviemntos de cores?). Não importa, era lindo e diferente de tudo que já tinha visto em minha vida.
Ergui-me e fui em busca dessa plenitude, dessa magnetude singular. Ela corria, corria de mim. Parecia que tinha medo (ou eu que não era capaz de alcançá-la?).Eram cores que flutuavam, deslizavam como plumas. Eu não sabia o que era, apenas almejava tê-la em minhas mãos, guardá-la para mim.
Num determinado momento ela parou. Talvez estivesse cansada de fugir, talvez tenha percebido que eu não oferecia perigo, talvez tenha descoberto que eu era tão pequena e delicada como ela e que também tinha medo.
Fui me aproximando aos poucos, sem fazer barulhos, em passos contados e sutís. E ao chegar bem perto notei que era tão pequenina, mas irradiava uma beleza que não cabia em si, fiquei hipnotisada com tudo aquilo.
Nunca imaginei que pudesse encontrar tanta pureza numa frágil borboleta. Todo aquele sentimento de dor, de morte, de fim não mais existiam em minha cabeça. Entendi que mesmo em meio a tantas tragédias, lágrimas e desespero, ainda há seres que lutam por viver, que irradiam sua beleza para encantar a outros, que buscam a liberdade e continuam acreditando em seu potencial.

E aos que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

Tudo em nós




Tudo começou num curso de teatro, na Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro, no Centro da cidade, com o Grupo S.A.R.A.
Foi amor a primeira vista. Trocamos olhares, trocamos palavras, revelamos desejos e sonhos, confessamos segredos e tudo foi se formando, se entrelaçando, se solidificando.
Já não conseguíamos ficar muitos tempo sem nos ver ou falar, Sempre inventávamos alguma desculpa para nos encontrarmos. E foi assim por muitos dias, talvez meses.
Quando não tinha mais jeito, decidimos nos unir definitivamente. Teatro, exposições, cinema, conversas em pracinhas, lanches coletivos, tudo fazia nossa alegria, tudo nos satisfazia. Os dias eram longos, mas as horas corriam e tínhamos que aproveitar todos os momentos, para sentir o prazer de estarmos juntos.
O tempo foi passando, pessoas chegaram e se foram, discórdias tentaram nos separar, mas nosso amor foi maior, nossa vontade de estarmos juntos superou todas as dificuldades.
Hoje, a vida nos levou a alguns rumos diferentes. Faculdades, trabalhos, distância... Mas não pense que isso foi o fim. Isso foi o começo da realização de nossos sonhos, nossa independênica, nossa felicidade.
E por mais que não estejamos juntos o tempo inteiro, como antes, nosso amor não acaba, não dominui, não se esquece!



Essa é uma homenagem às pessoas que me fazem ser o que sou hoje. Que me apoiam, que riem comigo, que fazem as melhores farras, que a cada dia me mostram uma visão diferenciada do mundo e da vida.
Por todas as dificuldades pelas quais passamos juntos, pelas conquistas, pelas regras que quebramos, pelos gritos de liberdade que demos e por tudo que está por vir, devo muito a vocês: Thiago Ferreira, Rafael Galo e Jefferson Farias.
'Porque o importante é a nossa união!' (Galo)
Obrigada!



E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

23 de abril de 2010

Sexos Frágeis




Semana passada fui à casa de um amigo e começamos a conversar sobre as decepções amorosas dele. Conversamos horas sobre isso e muitas coisas que ouvi, pensei muito e cheguei a sérias conclusões, dando razão a ele.

Primeira: as mulheres são seres que não sabem se querem ou não alguma coisa (não se pode negar).

Segunda: Mulher tem medo de fazer algo, com medo de dar errado. Mas se não se toma uma atitude, nada acontece. É melhor quebrar a cara tentando do que ver a vida passar sem fazer nada.

Terceira: Muitas mulheres se ridicularizam pensando que estão fazendo sucesso (Liberdade não é sinônimo de libertinagem).

Quarta: Homens realmente criam parâmetros de escolha (conversei sobre isso também com um outro amigo hoje). Chega ser engraçado, porque mulher também faz isso e acaba se tornando meio que uma 'Guerra dos Sexos'.

Quinta: Homens também choram por paixões mal correspondidas.

Sexta: Homens preferem conselhos de mulheres quando o assunto é mulher.

Sétima: Mulher sempre fica com raiva quando sabe que o homem tem razão. Mas se mantém firme até o último momento (orgulho é uma merda!).

Oitava: A coisa que pode nos juntar é a mesma que pode nos separar: o sexo.

...

Eu podia ficar aqui a noite toda listando vários itens sobre essa conversa. Mas acho que com apenas esses, vocês já possam ter idea da complexidade da situação.
Talvez, esse conflito se dê por esse mundo imediatista, virtual, onde se cria o tal 'amor líquido'. O ser humano está ficando mais racional.
Cabe a nós não deixar que isso atinja nossos corações. Já dizia Renato Russo 'Quando o jogo de poder não existe, a troca é completa.'
Então não tentem ser melhores que os outros. Compartilhe suas experiências e sentimetos e tudo se resolverá mais rapidamente do que você possa imaginar.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

O espetáculo vai começar!




Hoje contarei um pouco sobre uma atividade que pratico há seis meses, mas que me apaixonei perdidamente e espero poder continuar a praticar: o tecido acrobático. Mas antes de relatar o que faço, contarei um pouco da história do circo e do tecido acrobático para que vocês entendam um pouco mais.



O CIRCO Segundo Torres, Castro e Carrilho (1998), a arte circense teve início em 70 a.C., com um homem que fazia brincadeiras engraçadas num afiteatro, na Grécia antiga. Na metade do século XVIII foi criado um local fixo para apresentações, daí surgiu o famoso picadeiro (espécie de pallco redondo onde há apresentações circenses).
Essa arte passou a fazer parte do contexto brasileiro em 1980, motivada pela economia do café, da borracha, da cana-de-açúcar e da mineralização no país.
A tradição das famílias circenses se define por passar os ensinamentos de pai para filho, com uma disciplina rigorosa. Isso aproxima ainda mais a família e faz com que a dedicação ao trabalho seja muito maior.



O TECIDO: O tecido acrobático surgiu por volta de 600 d.C., em festividades dos imperadores da China. No Ocidente, o relato mais antigo é da Alemanha, entre 1920 e 1930, muito utilizado nos cabarés, praticados com nas cortinas do local.
Antes de se tornar, oficialmente, uma arte circense, a prática era feita em cordas de sisal, para a montagem do circo ou para que os artistas subissem no trapézio. Hoje em dia, o pano é de algodão, para que as manobras sejam mais facilmente realizadas.





Eu comecei a praticar essa modalidade há seis meses. Na verdade nem sei o motivo de ter começado, morro de medo de altura (esse deve ter sido o motivo). Quando entrei na sala de treino e olhei aqueles pano pendurados a uma altura de mais ou menos 4 metros, a vontade que me deu foi de sair correndo. Mas não podia pagar esse mico, né? Fiz cara de corajosa e continuei ali.



Já na primeira aula o professor queria que subíssemos nos tecidos. Eu olhei para ele, bem séria, e pensei 'Acho que vou te enforcar com essas cordas!'. Agora era tarde! Eu tinha que subir.
Meu coração quase saia pela boca e minhas mãos tremiam como vara verde. Fechei os olhos e fui. Quando cheguei lá em cima, abri os olhos e olhei para baixo. Foi maravilhoso! A melhor sensação que já tinha sentido em toda minha vida!
A partir daquele momento não quis mais saber de outra coisa. Desci e subi várias vezes e não sentia mais medo. Parecia que aquilo era a melhor coisa do mundo (naquele momento era realmente).



Não perdi totalmente o medo. Mas hoje já posso me jogar sem problemas. Fazer isso me dá uma sensação de liberdade, prazer, quase um orgasmo (sr). Talvez, se eu tivesse enforcado meu professor na primeira aula, não teria sentido tudo isso...
Muito devo ao Guilherme! 'Ô Desgraceira!!!'

É isso povo! Ao longo dos dias, postarei mais coisas sobre meu curso e mais fotos para vocês.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

21 de abril de 2010

O Tempo





Um dia, na minha aula de filosofia, na Fundição Progresso, conversávamos sobre oportunidades bem aproveitadas, percepção de mundo e nossos anseios. Até que meu professor (grande filosofo, músico e poeta) nos fez lembrar que tudo isso acontece em função do tempo e nos contou uma ótima história sobre o tempo.
Foram definidos em quatro modalidades, que surgiram na Grécia antiga, são elas: Kairos, Aion, Cronos e Kronos.

Kairos: É o tempo oportuno. Aquele que quando você pisca ele já foi embora e você perdeu, ficou de pista, se fudeu! Então se liga, mané, porque ele é coisa rara e poucos conseguem perceber sua presença.

Aion: É o tempo infinito, como o passado e o futuro, mas ao mesmo tempo limitado, como o instante. Esse você não precisa entender muito, apenas viver. Ele guarda tudo que você viveu, o que você está vivendo e o que tem por vir em sua vida (mas lembrem-se: seu destino pode ser mudado por alguma atidude (boa ou ruim) que você tome).

Cronos: É o tempo medido. Esse é fácil de lembrar: toda vez que ligar a televisão num domingo e tiver passando o 'Domingão do Faustão', com certeza, enxergará o relógio(nada modesto) do Faustão e dirá "Esse é o Cronos!". E é melhor aprender a contar as horas logo para que não se atrase!

Kronos: É o tempo de previsão. Quando você acorda e se pergunta "Será que hoje vai chover ou fazer sol?". Mas nesse mundo louco no qual estamos vivendo hoje nada pode ser previsto. Você sai de manhã com casaco, cachecol, gorro, luva, guarda-chuva e bota. E daqui a algumas horas, você está de shortinho (bermuda para os meninos), regata, óculos escuros e boné. Acreditem ou não: Isso é o aquecimento global!
Por isso, não saiam de casa sem um guarda-chuva e o protetor solar. Ninguém sabe o que pode encontrar lá fora...

É isso, meu povo! Não esqueçam de nenhuma dessas modalidades de tempo, pois elas podem definir sua vida e,algumas vezes, não se pode voltar atrás.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

17 de abril de 2010

O Primeiro Momento



Bem, esse blog nasceu com a ideia de serem expostas apenas poesias (minhas, de amigos e de alguns autores literários). Estava tudo preparado: textos selecionados e organizados, tempo calculado para cada postagem e tantas outras preocupações. Até que no meio do processo pensei: Por que me limitar apenas a isso? E se as pessoas não entenderem o que quero dizer com as poesias? E se eu não conseguir transmitir exatamente a mensagem que quero?
Então resolvi mudar o rumo da história: Postarei tudo que acho interessante, algumas poesias entrarão também, com certeza. Conversas que tenha tido com alguém e que possa trazer algo a mais para todo mundo e problemas sociais, dos quais não podemos fugir (mas não tratarei disso como em jornais: notícias sangrentas e desgraças sem fim).
Espero que esse blog possa se tornar um cantinho de trocas de boas ideias e experiências.
Sejam bem-vindos e divirtam-se!

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!