
Hoje contarei um pouco sobre uma atividade que pratico há seis meses, mas que me apaixonei perdidamente e espero poder continuar a praticar: o tecido acrobático. Mas antes de relatar o que faço, contarei um pouco da história do circo e do tecido acrobático para que vocês entendam um pouco mais.

O CIRCO Segundo Torres, Castro e Carrilho (1998), a arte circense teve início em 70 a.C., com um homem que fazia brincadeiras engraçadas num afiteatro, na Grécia antiga. Na metade do século XVIII foi criado um local fixo para apresentações, daí surgiu o famoso picadeiro (espécie de pallco redondo onde há apresentações circenses).
Essa arte passou a fazer parte do contexto brasileiro em 1980, motivada pela economia do café, da borracha, da cana-de-açúcar e da mineralização no país.
A tradição das famílias circenses se define por passar os ensinamentos de pai para filho, com uma disciplina rigorosa. Isso aproxima ainda mais a família e faz com que a dedicação ao trabalho seja muito maior.

O TECIDO: O tecido acrobático surgiu por volta de 600 d.C., em festividades dos imperadores da China. No Ocidente, o relato mais antigo é da Alemanha, entre 1920 e 1930, muito utilizado nos cabarés, praticados com nas cortinas do local.
Antes de se tornar, oficialmente, uma arte circense, a prática era feita em cordas de sisal, para a montagem do circo ou para que os artistas subissem no trapézio. Hoje em dia, o pano é de algodão, para que as manobras sejam mais facilmente realizadas.

Eu comecei a praticar essa modalidade há seis meses. Na verdade nem sei o motivo de ter começado, morro de medo de altura (esse deve ter sido o motivo). Quando entrei na sala de treino e olhei aqueles pano pendurados a uma altura de mais ou menos 4 metros, a vontade que me deu foi de sair correndo. Mas não podia pagar esse mico, né? Fiz cara de corajosa e continuei ali.

Já na primeira aula o professor queria que subíssemos nos tecidos. Eu olhei para ele, bem séria, e pensei 'Acho que vou te enforcar com essas cordas!'. Agora era tarde! Eu tinha que subir.
Meu coração quase saia pela boca e minhas mãos tremiam como vara verde. Fechei os olhos e fui. Quando cheguei lá em cima, abri os olhos e olhei para baixo. Foi maravilhoso! A melhor sensação que já tinha sentido em toda minha vida!
A partir daquele momento não quis mais saber de outra coisa. Desci e subi várias vezes e não sentia mais medo. Parecia que aquilo era a melhor coisa do mundo (naquele momento era realmente).

Não perdi totalmente o medo. Mas hoje já posso me jogar sem problemas. Fazer isso me dá uma sensação de liberdade, prazer, quase um orgasmo (sr). Talvez, se eu tivesse enforcado meu professor na primeira aula, não teria sentido tudo isso...
Muito devo ao Guilherme! 'Ô Desgraceira!!!'
É isso povo! Ao longo dos dias, postarei mais coisas sobre meu curso e mais fotos para vocês.
E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

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