29 de maio de 2010

A Flor do Asfalto




Ontem um amigo me perguntou por que assino as postagens assim (E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto)?
Pois bem, aí vai a explicação: Um dia estava na aula de teatro conversando com um amigo (Galo) e estávamos falando sobre nossas personalidades. Eu disse sobre mim e tal, mas queria a opinião dele. Ele me resumiu assim:
-Você, Jú, é a Flor do Asfalto.
E não entendi na da e pedi para que ele me explicasse. E na mesma hora respondeu:
-VocÊ é uma coisa rara. Que mesmo nas situações mais difíceis não desiste e continua com todo seu encanto.
Nossa! Depois disso fiquei maravilhada e disse a ele que nunca deixaria de usar esse nome. Então quando fiz o blog, precisava arrumar um jeito de encaixar esse nome e foi na assinatura que mais funcionou.
E eu descobri que tem uma música com esse nome:

Flor do Asfalto

Deixou-me a flor do asfalto, abandonado,
Nesta ansiedade louca do desejo,
Que é o sequioso amor do viciado
No veneno rubro e quente do seu beijo.
Recordo: às seis da tarde, o aperitivo.
Depois, jantar, cinema, a vida ao léu...
À noite, ela dolente, eu emotivo,
E um romance de amor no arranha-céu.
(Flor do Asfalto, Orestes Barbosa-Jota Tomás, trecho)

Espero que tenha esclarecido.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

28 de maio de 2010

Mama África



Esses dias estava pensando: passei para a faculdade para fazer hotelaria. Não é exatamente o que quero. Mas tive um outro ponto de vista que pode ser muito positivo: com essa faculdade tenho grandes chances de realizar meu maior sonho: ir para a África.
Podem me chamar de louca e dizerem: 'Tem tanto lugar para ir. Por que África?'. Boa pergunta: Por que África? Não sei. É uma coisa com a qual sonho desde muito nova e nunca saiu da minha cabeça.
Deve ser alguma coisa ligada a outras vidas. Fico encantada com esse continente tão rico, mas que tanto sofre pela ganância de poucos. Sinto que tenho que fazer algo por aquele povo que faz parte de nossa cultura.


Não consigo não ficar comovida vendo crianças morrendo de fome, pessoas morrendo com Aids sem que os governos as ajudem, guerras imbecís, tráfico de pessoas em troca de um prato de comida...


Mas será mesmo que a África só se resume a isso? Não. Lá também podemos encontrar uma África de sorrisos, de cultura,de cores, de pessoas bonitas e de muita força para viver.


É muito fácil viajar para lugares conceituados e luxuosos. Mas e as pessoas que realmente precisam? E os lugares que precisam de investimentos, por terem sido destruídos por guerras?


Nós também fazemos parte dessa história e também precisamos contribuir para que as coisas fiquem melhores!

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

25 de maio de 2010

Motelmóvel




Essa eu não podia deixar passar: estava eu, em casa, em pleno sábado, vendo um filme super legal (pelo menos para mim): La Vendedora de Rosas. Enfim, eram 23h quando, de repente, um carro pára em frente a minha casa. Achei estranho e fui olhar: era um carro prateado e com os vidros escuros.
Fiquei ali olhando para ver se alguém saia do carro. Mas ninguém saiu. Então voltei a ver o filme.
Alguns minitos depois comecei a escutar um barulho alto e forte. Como se tivessem batendo na parede. Achei mais estranho ainda. Acendi a luz da varanda e abri a porta. Não tinha ninguém. Pensei até que fossem os vizinhos, porque eles sempre brigam e uns barulhos estranhos acontecem por lá.
Aí lembrei do carro. Fui até a janela outra vez e fiquei observando. O barulho já tinha parado, mas, com certeza, o barulho tinha haver com o carro. E não errei: bastou eu pensar nisso e o barulho voltou. Eu ainda não tinha entendido o que estava acontecendo, porque estava escuro e não dava para ver muito bem.
Até que comecei a ligar os fatos: o que uma pessoa num carro com os vidros escuros estariam fazendo a uma hora dessas numa rua sem saída e na parte mais escura e com o carro fazendo um barulhão desse? Dãããã...
Cara, eles estavam transando na minha porta! Puta que pariu! (desculpem a indelizadeza). Mas tinha que ser na minha porta e bem na hora do filme?! Pensei em jogar um balde d'água no carro, mas pensei: Pow, os caras não têm grana para ir ao motel e precisam tirar o atrasado. Por que vou estragar esse momento sagrado?? kkkk
Deixei.
O problema foi que eles nunca acabavam e o barulho já estava me irritando e eu não estava conseguindo me concentrar no filme (Não.Eu não estava concentrada em 'outras coisas' - se é que me entendem kkkk). Só queria ver o filme. Não teve jeito, terei que esperar uma próxima oportunidade para assistí-lo novamente.
Apesar de tudo, foi engraçado. Cada um realiza suas fantasias do jeito que dá kkk
Mas lembrem-se: não se esqueçam da camisinha!

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

21 de maio de 2010

Vai Um Franguinho Aí?




Ontem tive o grande prazer de conhecer o espetacular KFC (uma lanchonete que só tem coisas feitas com frango).
Fui ao trabalho da minha irmã e depois de ficar por lá a tarde toda, decidimos comer algo diferente. Entramos num grande debate sobre onde tinha a melhor comida. Ficamos com muitas dúvidas, mas uma das opções foi o tal KFC e como eu nunca tinha comido nada lá, resolvi experimentar.
Acho que foi a pior coisa que fiz na minha vida: Pedimos um balde com nove (enormes) pedaços de frango, com batata frita, molho barbecue e um copão de refrigerante. No início ficamos super empolgadas para comer aquilo tudo. Inclusive estávamos nos sentindo como a Preciosa (do filme Preciosa).
Só sei que quando chegou na metade, nenhuma das duas estava aguentando mais comer frango. Mas ainda faltavam as batatas. Onde enfiar aquilo tudo (lógico que na boca kkk)? Enfim, não aguentamos e decidimos mandar embrulhar para viagem.
Jogar fora não íamos, então tive a ideia de levar para minha aula de Maracatu, pois sabia que lá não sobraria nada. Dito e feito: ao chegar, todo mundo avistou o saquinho do KFC. Parecia que estava dando doce de São Cosme e Damião. Fizeram uma rodinha ao meu redor e quase rasgaram o saco. Só faltavam sair no tapa rs
Quando vi, só tinha sobrado o saco todo rasgado no chão (ainda por cima são porquinhos sr). Pelo menos deu para matar a fome sr
Só tenho uma certeza: não quero ver nenhum pedaço de frango na minha frente por um bom tempo!!
E como disse minha irmã: Isso é coisa para se fazer apenas uma vez na vida!

Mas não posso nega: foi a melhor maneira de ter conhecido o KFC! (Recomendo)

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

15 de maio de 2010

Checkmate




Você fica dias esperando pela oportunidade de declamar suas palavras bonitas de um texto ensaiado, escolhendo a melhor risada a ser dada, os elogios mais incríveis e o afago mais reconfortante. Até que tudo se destrói por apenas duas palavras.
Duas palavras que invadem sua alma, estraçalham completamente seu coração e você fica estático, se sentindo um idiota, um inútil, um nada. Você vê tudo se esfacelar e pensa que todo aquele processo foi em vão.
Mas sonhar é vão? Arriscar é em vão? Talvez dessa vez tenha sido.
O que fazer? Chorar? Fugir? Morrer? Não. Isso seria realmente em vão.
Se o melhor for perder, que assim seja. A vida é um jogo: alguém tem que ganhar.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

14 de maio de 2010

Confia e Vai

Se o cansaço vier te desanimar, ergue sua alma e confia nas forças que te sustentam. E se a fé faltar em seu coração, não esqueça da esperança que ainda existe nele.
Não desista de si mesmo, aprenda a ouvir os “nãos” da vida e a lutar pelos “sins”. Procure se libertar do mal enxergando o horizonte de luz que o futuro guarda a sua espera. Supere suas angústias, não tema as tempestades, pois elas são passageiras. Entenda suas dores, mas não se entregue ao sofrimento e ao desespero; há sempre alguém que zela por você. Cultive o amor e a compaixão pelo próximo e verá o quanto é importante para o mundo.
Dedicado à pessoa que tanto me ensinou a viver. Um grande amigo, companheiro, artista e sonhador. A quem devo muitos sorrisos e agradecimentos: Obrigada!

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

11 de maio de 2010

O Herói dos Nossos Sonhos




É uma pena saber que nesses últimos vinte e três anos, não tivemos sua presença de fato. Tudo se resumiu a fotografias e nostalgia.Enquanto se é pequenino tudo é doloroso, por termos apenas a pureza e a ingenuidade.
Esperar até tarde da noite para ganhar o beijo de 'boa noite' e não tê-lo (qual é a criança que terá uma boa noite assim?). Não te ver nas festinhas de escola, feitas em sua homenagem. Não poder te dar um abraço de 'Feliz Natal' na noite de Natal. Não poder te dar um pedaço de bolo nas nossas festas de aniversário. Esperar pelas melhores férias ao seu lado e não tê-las. Não poder contar sobre nossas primeiras paixões. Não poder comemorar por termos passado no vestiblar. Tudo isso causou grande dor, desespero, confusão.
Até que fomos crescendo, crescendo, crescendo. E todo aquele encanto, aqueles anseios já não causam grandes expectativas.Aqueles sonhos e aquelas esperanças foram ficando para trás. Começamos a nos esquecer dessas coisas. Não achamos mais graça em esperar por coisas que sabemos que jamais acontecerão.
Por mais que lutemos, já não há mais nada por fazer. Crescemos e percebemos que não somos donos do mundo, muito menos dos sentimentos de outras pessoas. Vemos que não podemos, simplesmente, obrigar alguém a se importar com o próximo.
O que nos resta é lementar, sabendo que ninguém é e nunca será feliz dessa maneira. Chorar não adianta, só faz mal ao coração.
Amor não sentimos mais, mas prometemos que tentaremos não sentir ódio e nem guardar rancor. Por mais difícil que seja, prometemos: tentaremos!
O que mais nos dói é nunca podermos ter dito o que todos gostariam de dizer um dia: 'Meu pai é meu herói!'

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

9 de maio de 2010

O Assalto Mal Sucedido




Essa eu não podia deixar passar: na quarta, dia 5/5, estava indo para o ensaio geral do espetáculo do circo, na Fundição Progresso. Estava super atrasada, porque tive que passar no SAARA para comprar algumas coisas.
Para ir para a Fundição Progresso, do Largo da Carioca, decidi ir pela Avenida Chile, para cortar caminho. Quando cheguei lá, vi que a rua estava totalmente vazia e pensei: 'Há grandes possibilidades de eu ser assaltada aqui com essa rua vazia.'. E continuei andando. Mais à frente, vinha vindo um carinha na minha direção. Ao passar por mim, abriu um sorrisinho bem malicioso, logo pensei: 'Pois é, realmente serei assaltada.'. Mas continuei.
Alguns segundos depois, o mesmo carinha que riu para mim, me abraça e nós começamos um diálogo.

Carinha: Isso é um assalto, colega. (se ele não tivesse me chamado de colega, poderia até levar em consideração rs).
Eu: POis é, eu já sabia que isso iria acontecer.
Carinha (rindo): Então me passa tudo.
Eu (rindo também): Eu não tenho nada para você levar. Estou indo para o ensaio do espetáculo de circo que vou apresentar agora. Na minha mochila só tem roupa e eu preciso delas.
Carinha: Então me passa o celular.
Eu: Beleza. Só espera eu abrir a mochila para pegar.

Mas quando ia abrir a mochila, um caminhão pára mais a frente e três caras descem dele e gritam: 'Você não vai assaltar ela!'
E como o carinha estava assustado, me larga, olha para mim e diz:' Valeu, Tia, depois passo lá na sua casa...'
Cara, eu ria tanto que não sabia o que fazer. O carinha foi tão natural que por alguns instantes acreditei que ele realmente apareceria na minha casa kkk.
Os caras do caminhão foram me acompanhando até a porta da Fundição Progresso e ainda disseram:'Tenha mais cuidado, não ande sozinha por aqui.'
Isso é impossível, porque só ando sozinha na Lapa.
Enfim, esse foi o primeiro assaltante que me aborda. E foi um fracasso, coitado. Não sei se eu sou muito sortuda ou se ele que é muito azarado. Só sei que se ele levasse meu celular, não faria a mínima diferença, já que ele está todo ferrado e o carinha não conseguiria nem R$10,00 nele rs.
Uma coisa eu aprendi: Mesmo que você teha que dar uma volta desgraçada para chegar a algum lugar (nesse caso Fundição Progresso), dê, para não ser assaltado.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

O que Fica na Lembrança




Finalmete contarei como foi o dia de encerramento do NEC:
Foi numa quarta feira (05/5). Apresentamos espetáculos de todas as oficinas (teatro, circo, maracatu, graffiti e filosofia). Foi tudo maravilhoso, a galera estava super animada e não esperava o grande momento.
Certo é que ficamos tristes com o fim do curso. Mas o que vai ficar na memória são as amizades que fizemos, as oportunidades que conseguimos e todo o aprendizado sobre arte que obtivemos. Por isso, tudo valeu a pena.
Até o momento da apresentação ainda não estávamos acreditando que os cursos haviam acabado, que tudo estava chegando ao fim. Só no momento da foto final é que choros vieram à tona e a ficha meio que caiu.
Sentirei muitas saudades da Bela me pedindo meu lanche. Da Jow, da Bela e da Jessica me seduzindo (kkk), da Tia do Lanche (a Fernanda), do Tio da Biblioteca (o Luan), do Gui ('Ô desgraceira!' ssr) e tudo mais.
Espero que possamos conservar tudo que construimos e levar isso à frente.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

5 de maio de 2010

É o fim?

Hoje, dia cinco de maio de dois mil e dez, foram, oficialmente, encerradas as oficinas da segunda turma do projeto NEC.
Na verdade não sei muito o que dizer, porque ainda não sei o que estou sentindo, como se não tivesse caido a ficha.
Foram seis meses. Seis meses de dedicações, amizades formadas, desentendimentos bobos, sorrisos compartilhados, broncas compartilhadas, lágrimas, reencontros, despedidas antecipadas e muita, muita vontade de estar ali.
Adolescentes loucos, querendo abraçar o mundo com os pés. Na verdade não somos lucos, apenas queríamos aproveitar cada momento, cada oportunidade, pois estar ali não é para muitos.
Me faltam palavras para descreverem essa noite linda, de sonhos, de conquistas e quando pudemos provar a cada um dos que nos assistiram e para nós mesmo, que somos capazes, que podemos muito mais.
A noite foi nossa. Olofotes, fotos, aplausos, olhos brilhando. É, nós fomos as estrelas da noite. Tudo girava ao nosso redor, todos os olhos estavam voltados para cada movimento que déssemos.
Ainda to confusa com todas essas coisas. Perdoem-me as palavras soltas e a pobre descrição. Acho que devo me acalmar antes de escrever sobre isso. Então volto mais tarde, com fotos também.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

Os Quatro Corações Vazios





Quatro corpos que se interligam simultaneamente, ritmadamente, intensamente e expontaneamente.
Os movimentos são confusos inicialmente, mas, aos poucos, com muita calma, eles vão se consertando, se entrelaçando, se fundindo.
São quatro, quatro corações vazios. Vazios de tristeza, vazios de angústia, vazios de delisusões.
Eles pulsam como se fossem seus últimos suspiros, seus últimos momentos de vida. E pulsam, e pulsam, e pulsam.
Tudo é delicado, é intenso, é único, somos quatro.


*Gi, Lu, Jéssica e Jú*

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

4 de maio de 2010

Revivo outras vezes, mas não sou imortal

Hoje farei uma homenagem ao meu superamigo, boêmio, poeta, músico, ator e diretor, cineasta, palhaço (literalmente), filosofo, proseador, contador de histórias, amigo de bar, enfim: o saudosíssimo Galo!
Esse é um texto escrito por ele há algum tempo, talvez meses ou anos. E já que o nome do blog (que é enorme) já diz: Tudo Aqui Assim Ao Mesmo Tempo Agora, todos que tenham ideias legais, poderão ter seus textos postados aqui - Isso eu já havia dito, então vamos parar de lenga-lenga e ir direto ao ponto:


"Revivo outras vezes, mas não sou imortal.


Às vezes, em nossas vidas, as pessoas q amamos nos magoam,
Nos pisam.
Você fica com vontade de se drogar,
Se destruir.

Aí vem as amizades que te ajudam com pequenas morfinas,
As festas q tentam te colocar pra cima.
Mas você não consegue confiar em si mesmo
E assim começa a desistir de ser o que é.

Alguns dias depois, você desabafa com pessoas desconhecidas.
Elas te dão conselhos,
Tentam te passar a “realidade”.
Mas mesmo assim
Você se afoga em lágrimas.


Até que um dia conhece alguém que não te conquista
Mas você consegue se sentir bem ao lado dela
Pode ser por causa da beleza,
Do papo,
Do modo de falar.

Do modo de olhar,
Do jeito de ajeitar o cabelo,
Da careta que faz quando esta seria,
Do jeito de escrever.

Da maneira de rir,
Da maneira que ri quando esta com você,
Da maneira que ri quando vc conta uma piada,
Da maneira de ri quando você é um palhaço.

E você acha que está apaixonado.
E eu pago meus pecados por ter acreditado
Que só se vive isso uma vez."

(Rafael Galo)


E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asffalto!

3 de maio de 2010

O Retorno




Bom, após três dias de cama, quase em coma (um pouquinho de exagero), voltei com tudo para contar muitas novidades a vocês. Pois em uma semana tudo pode acontecer.
Primeiramente digo-lhes que peguei uma virose das brabas. Na quinta-feira (29/4) fui me apresentar no SESC Tijuca, numa Amostra Grátis de Artes (Geringonça - Num próximo momento conto esse fato).
Tudo começou após minha apresentação. Comecei a ficar com febre e fraqueza, não conseguia nem pensar direito. E na hora de ir embora? Peguei o ônibus e dormi (para não sentir o frio da febre) Quando acordei, acordei pior que antes. Não tinha nem força para andar do ponto até minha casa (e isso já eram quase 2:00h. Não tinha ninguém na rua para me ajudar).
Quando cheguei em casa, estava pálida, com as mão geladas e o corpo tremendo. Foi muito estranho nunca tinha me sentido daquele jeito. Tomei um banho, caí na cama e apaguei. Só acordei 12:00h de sexta-feira.
Tudo doia, a febre não ia embora e tudo girava ao meu redor. Resolvi dormir outra vez. Acordei 17:30. Finalmente fui comer alguma coisa, mesmo sem fome. Comi metade da metade de um pão e meia xícara de um chá doido que minha mãe fez. E adivinha? Fui dormir outra vez. E só acordei no sábado.
Nada tinha passado. Pensei que fosse até essa tal gripe do 'pig' que está na moda. Queria que tudo passasse logo. Eu não tinha vontade de fazer nada e já estava me dando nos nervos. Ir ao médico? Nem pensar! Tenho sérios traumas em relação a hospitais: sempre que vou a um, fico internada. Agora só vou quando for caso de morte e dessa vez não era, ainda bem.
Finalmente chegou o domingo e acordei bem. Então logo me aprontei. Tomei um mega banho, me arrumei e fui para rua. Precisava pegar um pouco de sol (apesar de não gostar), ver gente diferente (apesar de morar num lugar onde todo mundo se veste igual, anda igual, fala igual e isso não me agrada. Não por ser igual, mas por ser como é. Só quem mora em Campo Grande sabe como é isso sr) e a noite até fui a um churrasco de um amigo.
É acho que já está bom de falar de doença, já estou recuperada. Isso que importa. Não quero mais saber disso. Vou me benzer com uns dentes de alhos, cebolas, arruda e todas essas coisas aí que usam para tiram mau olhado...


E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto.

E lembrem-se: Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.