11 de maio de 2010

O Herói dos Nossos Sonhos




É uma pena saber que nesses últimos vinte e três anos, não tivemos sua presença de fato. Tudo se resumiu a fotografias e nostalgia.Enquanto se é pequenino tudo é doloroso, por termos apenas a pureza e a ingenuidade.
Esperar até tarde da noite para ganhar o beijo de 'boa noite' e não tê-lo (qual é a criança que terá uma boa noite assim?). Não te ver nas festinhas de escola, feitas em sua homenagem. Não poder te dar um abraço de 'Feliz Natal' na noite de Natal. Não poder te dar um pedaço de bolo nas nossas festas de aniversário. Esperar pelas melhores férias ao seu lado e não tê-las. Não poder contar sobre nossas primeiras paixões. Não poder comemorar por termos passado no vestiblar. Tudo isso causou grande dor, desespero, confusão.
Até que fomos crescendo, crescendo, crescendo. E todo aquele encanto, aqueles anseios já não causam grandes expectativas.Aqueles sonhos e aquelas esperanças foram ficando para trás. Começamos a nos esquecer dessas coisas. Não achamos mais graça em esperar por coisas que sabemos que jamais acontecerão.
Por mais que lutemos, já não há mais nada por fazer. Crescemos e percebemos que não somos donos do mundo, muito menos dos sentimentos de outras pessoas. Vemos que não podemos, simplesmente, obrigar alguém a se importar com o próximo.
O que nos resta é lementar, sabendo que ninguém é e nunca será feliz dessa maneira. Chorar não adianta, só faz mal ao coração.
Amor não sentimos mais, mas prometemos que tentaremos não sentir ódio e nem guardar rancor. Por mais difícil que seja, prometemos: tentaremos!
O que mais nos dói é nunca podermos ter dito o que todos gostariam de dizer um dia: 'Meu pai é meu herói!'

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Suas opiniões serão sempre importantes. Por isso,comentem!