26 de agosto de 2010

Bixete Ruralina

Segunda semana na faculdade.
Tudo novo, pessoas novas (algumas meias estranhas), correria, aula a noite (isso ta me matando), conflitos bobos já armados entre veteranos e calouros (bixos, como são carinhosamente chamados), nenhuma festa ainda, e um certo desânimo por não estar fazendo o que realmente queria. Mas na realidade, estou até gostando um pouco, algumas matérias são interessantes e úteis para o quero fazer.
Pensei em morar na facul, mas os alojamentos estão lotados e a assistente social foi muito clara ao dizer que tenho poucas chances de conseguir uma vaga. Meus custos são muito altos e a passagem é o maior deles (R$ 10,00 por dia). Não consigo arranjar um emprego perto daqui para ficar meio período, isso me faciltaria muito, mas ninguém aceita. .
Minha mãe diz:
-Pára de drama, tudo se dá um jeito.

Mas me sentir inútil me revolta profundamente.Ter que ficar pedindo dinheiro para passagem, para comer, para xerox... Um saco! Além do meu pai, que não está nem ligando para nada disso. até hoje não perguntou se eu preciso de alguma ajuda. Isso eu já esperava, ele nunca se preocupou mesmo.
Mas apesar dos pesares, gosto de estudar na Rural. As pessoas são bem legais e receptivas. Minha maior curiosidade é ir às festinhas, que por enquanto nenhuma me interessou.
E semana que vem acho que vou me mudar lá para perto. Uma amiga me chamou para dividir a casa com ela. Acho que assim o custo será menor  e não ficarei tão cansada.
Espero que as coisas possam melhorar e tudo se tornar mais interessante, porque não suporto fazer algo que não gosto. Depois de um tempo começo a fazer de qualquer jeito e isso também me incomoda.


E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!
 

1 de agosto de 2010

Churrascão de Domingo

Ontem minha irmã veio aqui para casa, porque no domingo (hoje) íamos fazer um churrasco. Ela chegou por volta de 21:30h e ainda trouxe doces (quindins e bolo de aipim) que estavam uma delícia.
Minha mãe, ela e eu (meu irmão tinha ido para a casa do meu pai) ficamos acordadas até tarde da noite, conversando e rindo. Quando eram mais ou menos 2h, começamos a cochilar na sala e decidimos ir dormir. Como se isso fosse uma coisa fácil naquele dia, pois uma festa julina (que não tinha nada de julina) estava acontecendo atrás da minha casa. Se pelo menos as músicas que estavam tocando fossem boas, daria até um desconto, mas...
Fiquei rolando na cama durante meia hora, tentando me concentrar para dormir (pq para eu dormir bem, tem que estar tudo em silêncio e escuro). Não consegui dormir no meu quarto, parecia que o som estava ali dentro. Então fui para o quarto do meu irmão (ele nem pode saber disso rs). Demorei ainda uns vinte minutos e peguei no sono.No meio da noite minha mãe foi me acordar para falar não sei o que (não me lembro porque meu sono é de pedra), mas acho que ela brigou comigo em algum momento (sem eu saber o motivo também).
No dia seguinte acordei com minha irmã gritando, pulando em cima de mim (ela sempre faz essas coisas. Acho que é saudade rs). Tomamos café e nós três fomos ao mercado para comprar as coisas do churrasco. Chegamos no mercado e estava lotado, então decidimos ir ao açougue, que estava bem mais vazio. Compramos carne, linguiça, frango e carvão, no caminho de volta, passamos no sacolão para comprar as coisas para preparar o molho vinagret. Tudo comprado, fomos para casa. Preparamos tudo e comemos muito (muito mesmo). MAs ainda sobrou muita coisa (que minha irmã levou para a casa dela para ficar uma semana sem fazer comida - o que eu duvido rs). Depois disso, deitamos na sala, vimos filme e tirmaos um cochilo.
Meu irmão chegou lá pelas 19h e ficou feliz por ter visto minha irmã (ficamos muito tempo sem vê-la, pois ela viaja muito). Mas ela teve que ir embora, porque amanhã começam as aulas na faculdade.
É sempre bom quando reunimos a família toda, me faz relembrar nossa infância.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

22 de julho de 2010

Foi tudo um engano

Semana passada estava conversando com um amigo (na verdade tivemos uma história e eu gosto dele), comentei sobre uma festa que vai ter na minha casa e o chamei. Imediatamente ele respondeu:
-Minha namorada adora festa julina, não perde uma.
Eu não entendi o motivo dele ter  falado isso e a convidei também. Depois que a conversa acabou pensei     " Será que ele pensou que o tinha chamado com outras intensões?". Mas se ele pensou isso, se enganou. Já conversamos sobre essas coisas e aprendi que algumas coisas são inevitáveis. Como ele mesmo me disse uma vez "A gente não escolhe de quem vai gostar.".
Mas sabe, gosto da namorada dele. Ela gosta, cuida e se dedica a ele. Sei que está em boas mãos e fico feliz por isso. É fato que eles não podem mudar o que sinto por ele, mas eu também não posso mudar o que eles sentem um pelo outro.
Acho que não preciso explicar nada, porque se um deles ler essa postagem, entederão perfeitamente.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

Uma eternidade...

E como em um mês muitas coisas acontecem, farei um breve resumo de tudo que aconteceu nesse espaço de tempo:
Minha irmã passou para a faculdade também, fiz um curso de produção de eventos, fiquei sem computador (e ainda estou), comecei a fazer um curso de modelagem e costura, trabalhei na festa Julina da Fundição Progresso, fui para a Lapa com uns amigos e saimos sem pagar a conta, não fiquei com ninguém (isso não é tão importante), cortei o cabelo, não vejo meu pai há mais de um mês, ganhei sapatos da minha mãe (isso também não é importante), to procurando um emprego fixo, resolvi morar sozinha e minha mãe vai embora da cidade com meu irmão. Minha madrinha acha que uso maconha (não sei pq ela acha isso), sobrevivi um mês inteiro com 50 reais (isso é possível sim), duas amigas minhas tiveram filho, me interessei por um rapaz de Pernambuco (isso não vai dar certo), fiquei com vontade de adotar um menino de rua (me apaixonei por ele. Sempre nos vemos na Lapa e cuido dele), perdi meu projeto  de três meses e refiz em um dois, aprendi a me conformar com o fim das coisas, me tornei amiga de uma pessoas maravilhosa, descobri que minha prima ta noiva (coitada) e meu irmão ta namorando. Ontem fui comemorar o aniversário da minha madrinha numa pizzaria q tinha um ambiente com dança de salão, dancei com dois carinhas (nunca tinha dançado isso, foi legal). Briguei com meus dois melhores amigos (já estamos bem outra vez), escrevi poemas para pessoas especiais e acho que me tornei mais paciente.

Acho que basicamente isso. Pelo menos as coisas mais importantes. Espero não demorar tanto tempo para postar novamente. Esse é meu cantinho especial.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!    

Se vira!


Bem, mais de uma mês sem postar nada aqui para vocês...
Não pensem que tenha sido por preguiça ou por falta de ideias. O que aconteceu foi: O modem do meu computador ficou ruim por umas 4 semanas. Meu irmão e eu juntamos grana e consertamos. Após dois dias, estava eu digitando meu projeto do  curso e, de repente, a luz acabou ( já tinha salvado o projeto - pensei que isso tinha sido minha salvação). Tentei religá-lo, mas para minha surpresa, ele não ligou. Comecei a chorar, pq meu projeto estava lá. Então meu irmão disse:
- Tira o HD e leva na lan house e pede ao Alexandre (dono da lan) para tirar o arquivo daí.
Então fui eu lá. Ao chegar, Alexandre disse:
- A lan ta cheia. Vem amanhã de manhã q faço isso para você.
Esperei até o dia seguinte. Acordei 7:30h (anciosa). Tomei banho, tomei café e esperei até 9:30. Cheguei lá, ele estava arrumando a lan house. Parou só para me atender.
Colocou o HD no computador dele... e surpresa! Todos os arquivos foram apagados!
Eu comecei a chorar, deseperada. O menino não entedndeu nada e também ficou desesperado, como se tivesse acontecido algo grave (e realmente tinha acontecido). Meu projeto, de três meses de pesquisa foi embora. O que eu tinha acabado de fazer e já ia mandar para a menina. E o pior: tudo que eu tinha feito durante esses meses, tinha que refazer em 2 dias.
Fui para casa.  Liguei para a menina e ela disse:
- Como você deixou isso acontecer?! Eu não posso fazer nada por você. Temos até essa semana para entregar tudo e tem que estar da mesma maneira do outro, porque já tinha sido revisado!
Ouvi calada, entendi o recado e fui para a casa da minha tia fazer isso. Estaria tudo certo, se o computador dela não fosse todo estranho: não tem excel, para fazer a planilha de orçamento. Não tem o paint para refazer o esboço do trabalho gráfico. As configurações são estranhas....
Enfim, demorei quase um dia inteiro só para conseguir enteder mais ou menos essas coisas e refazer o projeto.
Acabei quase agora e enviei. Vou esperar e ver o que mais ela vai falar.
Mas duas coisas eu aprendi: não confie no seu computador e quando uma coisa dessas acontecer, não conte para o seu parceiro, se vira!

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

12 de junho de 2010

Sai de mim, chulé!



Dia de moleza.
Ontem de manhã comecei a sentri minha garganta arranhar. O dia foi passando e a situação foi piorando. Para completar, peguei um sereno brabo, ao voltar do trabalho. Cheguei em casa acabada, com mais dor de gargante e com febre.
Tomei banho e fui dormir. Quero dizer, fui tentar dormir: nariz entupido, garganta ardendo, pés super gelados (por causa do frio)... Acordei assustada com meus vizinhos tocando essa maldita corneta que estam usando para torcer na Copa (estou começando a ficar com raiva da Copa rs). Estava totalmente desnorteada, tonta e cheia de dor. Não teve jeito: tive que tomar remédio (para mim, essa é a última opição).Fiquei o dia todo assim, a base de remédios.
A noitinha, fui encontrar uns amigos. Me arrependi (não de ter ido ver os amigos, mas de ter saído no sereno), quando cheguei, estava pior ainda (nossa isso é dramático rs). Então tomei meu remédio, comi, me agasalhei da cabeça aos pés (tô parecendo um esquimó rs).
Espero que amanhã eu acorde melhor, pois segunda preciso estar super bem para trabalhar (meu trabalho é tão legal que não gosto de faltar um dia).
Mas apesar de ter ficado assim por causa desse frio absurdo que está fazendo no Rio de Janeiro, queria que todos os dias fossem assim: frios e sem chuva. Acho que nasci no lugar errado. Não gosto de sol, calor, praia... sr
Contudo, o Rio será sempre minha paixão!

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!      Atchin! - Desculpem!

11 de junho de 2010

O mundo é um moinho


Sabe quando tudo está indo super bem, você acha que tudo está indo do jeito que você queria e que você acha que está fazendo tudo certo? Pois é, isso pode ser um enorme engano.
Uma palavra. Esse foi meu erro. Ter a curiosidade de ler uma coisa por causa de uma palavra. E descobrir que essa palavra não era uma qualquer e sim aquela que me fez ver que o mundo gira, que o tempo passa e que tudo acaba. Mas sabe o que mais me entristece? Saber que fui usada e não percebi isso. Não pense que falo de namoro, mas de palavras.
E pensar que fiquei madrugadas e madrugadas acordada pensando em como ajudar uma pessoa, que pensava que era minha amiga. Não me arrependo , em momento algum, de ter feito isso. Mas mentir para mim? Esconder coisas desnecessárias? E depois sei que dirá "Fiz isso para não te magoar.'. Por favor, poupe-me desses detalhes sórdidos. Isso me faz sentir tão boba e ridícula. 
Confiar nas pessoas sempre me causa isso: decepção.
Não posso me abater, preciso aprender a me acostumar com isso: indas e vindas, verdades e mentiras, sorrisos e lágrimas.
O que eu mais queria agora era ver uma flor ou uma borboleta. Porque são as únicas coisas que me fazem realmente feliz.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

Agulha na Veia


Terça fui ao Hemorio doar sangue. Nunca tinha doado, mas sempre tive vontade. Cheguei lá por volta de 12:30. Preenchi a ficha e os termos de responsabilidade e esperei, esperei, esperei...
Até que minha vez de ir ao ambulatório chegou. A médica mediu minha pressão, glicose, peso, altura e algumas outras coisas, que não me recordo agora. Depois disso recebi um lanchinho (suco, biscoite e bala), comi com tanta vontade, porque ainda não tinha almoçado e estava morrendo de fome sr.
E novamente esperei, esperei, esperei... em uma outra sala de espera. Meu número era o 565. Quando chegou o 564, pularam direto para o 570. Não entendi nada e fui perguntar. Ao bater na porta, uma mulher me atendeu de maneira super grossa e depois bateu a porta na minha cara. Fiquei tão irada, mas depois pensei bem e não valia a pena me chatear após tanto tempo de espera. Aí veio uma menina, super bonitinha e simpática, me recebeu e pediu para que eu sentasse.
Como tinha um rapaz ao meu lado e a enfermeira já estava atendendo a ele, tive que esperar mais um pouquinho (mais nada comparado até eu conseguir chegar ali dentro). Até que, finalmente minha vez chegou (Eu não sei por que, mas adoro tirar sangue, desde pequena. Nunca chorei ou me importei).
Agulha na veia e sangue jorrando.Foi tão rápido que até me assustei, deomorou exatamente e somente 4 minutos. O rapaz, que já estava lá dentroantes de mim, demorou 12 minutos. Enfim, meu fluxo é forte. Mas acho que isso não tem tanta importãncia agora rs.
O melhor veio depois. Recebi outro lanche, agora mais caprichado: suco de laranja, Toddynho, bolo, biscoito e um salgado. Nossa, fiquei empaturrada. Mas não posso negar: é uma delícia.
 Depois dali fui para minha casa. Cheguei e dormi muito, estava meio fraca.
Mas o que me deixa mais chateada é que tenho quase certeza que meu sangue não vai servir, porque tenho um pouco de anemia. Não tem problema, o que vale é a intensão.

E aconselho a todos vocês a doarem também, pois os estoques estam precisando muito da ajuda de todos!

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

2 de junho de 2010

Neguinha do Cabelo Duro





Meu black: minha paixão, meu estilo, minha identidade!
Ter um black assim é para quem tem atitude.
Fato é: as pessoas não estão muito acostumadas em assumir o que realmente são. Então se você resolve não enriquecer mais as fábricas de alisantes e chapinhas, muitas te olham estranho, como se ter o seu cabelo natural fosse um crime.Eu, finalmente, após me libertar dessa grande ilusão, resolvi soltar minhas madeixas e ser o que realmente sou e gosto.
A vergonha e o 'querer ser igual aos outros' fazem com que muitas pessoas se escondam atrás do que a mídia diz ser bonito. Esses tais padrões que alienam cada vez mais o povo : a magreza perfeita, o cabelo mais artificial, as roupas mais caras, blá, blá, blá... Mas o que é ser perfeito? Ter uma aparência bonita e não saber sequer conjulgar um verbo? Não, obrigada, prefiro continuar eternamente imperfeita.
Podem rir, zoar ou criticar. Mas uma coisa é certa: não me vendo tão facilmente a um mundo de ilusões e aparências. Prefiro meu jeitinho irreverente.
Bom, e para os que vivem nesse mundinho, sinto muito informar: tudo isso um dia vai acabar.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

29 de maio de 2010

A Flor do Asfalto




Ontem um amigo me perguntou por que assino as postagens assim (E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto)?
Pois bem, aí vai a explicação: Um dia estava na aula de teatro conversando com um amigo (Galo) e estávamos falando sobre nossas personalidades. Eu disse sobre mim e tal, mas queria a opinião dele. Ele me resumiu assim:
-Você, Jú, é a Flor do Asfalto.
E não entendi na da e pedi para que ele me explicasse. E na mesma hora respondeu:
-VocÊ é uma coisa rara. Que mesmo nas situações mais difíceis não desiste e continua com todo seu encanto.
Nossa! Depois disso fiquei maravilhada e disse a ele que nunca deixaria de usar esse nome. Então quando fiz o blog, precisava arrumar um jeito de encaixar esse nome e foi na assinatura que mais funcionou.
E eu descobri que tem uma música com esse nome:

Flor do Asfalto

Deixou-me a flor do asfalto, abandonado,
Nesta ansiedade louca do desejo,
Que é o sequioso amor do viciado
No veneno rubro e quente do seu beijo.
Recordo: às seis da tarde, o aperitivo.
Depois, jantar, cinema, a vida ao léu...
À noite, ela dolente, eu emotivo,
E um romance de amor no arranha-céu.
(Flor do Asfalto, Orestes Barbosa-Jota Tomás, trecho)

Espero que tenha esclarecido.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

28 de maio de 2010

Mama África



Esses dias estava pensando: passei para a faculdade para fazer hotelaria. Não é exatamente o que quero. Mas tive um outro ponto de vista que pode ser muito positivo: com essa faculdade tenho grandes chances de realizar meu maior sonho: ir para a África.
Podem me chamar de louca e dizerem: 'Tem tanto lugar para ir. Por que África?'. Boa pergunta: Por que África? Não sei. É uma coisa com a qual sonho desde muito nova e nunca saiu da minha cabeça.
Deve ser alguma coisa ligada a outras vidas. Fico encantada com esse continente tão rico, mas que tanto sofre pela ganância de poucos. Sinto que tenho que fazer algo por aquele povo que faz parte de nossa cultura.


Não consigo não ficar comovida vendo crianças morrendo de fome, pessoas morrendo com Aids sem que os governos as ajudem, guerras imbecís, tráfico de pessoas em troca de um prato de comida...


Mas será mesmo que a África só se resume a isso? Não. Lá também podemos encontrar uma África de sorrisos, de cultura,de cores, de pessoas bonitas e de muita força para viver.


É muito fácil viajar para lugares conceituados e luxuosos. Mas e as pessoas que realmente precisam? E os lugares que precisam de investimentos, por terem sido destruídos por guerras?


Nós também fazemos parte dessa história e também precisamos contribuir para que as coisas fiquem melhores!

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

25 de maio de 2010

Motelmóvel




Essa eu não podia deixar passar: estava eu, em casa, em pleno sábado, vendo um filme super legal (pelo menos para mim): La Vendedora de Rosas. Enfim, eram 23h quando, de repente, um carro pára em frente a minha casa. Achei estranho e fui olhar: era um carro prateado e com os vidros escuros.
Fiquei ali olhando para ver se alguém saia do carro. Mas ninguém saiu. Então voltei a ver o filme.
Alguns minitos depois comecei a escutar um barulho alto e forte. Como se tivessem batendo na parede. Achei mais estranho ainda. Acendi a luz da varanda e abri a porta. Não tinha ninguém. Pensei até que fossem os vizinhos, porque eles sempre brigam e uns barulhos estranhos acontecem por lá.
Aí lembrei do carro. Fui até a janela outra vez e fiquei observando. O barulho já tinha parado, mas, com certeza, o barulho tinha haver com o carro. E não errei: bastou eu pensar nisso e o barulho voltou. Eu ainda não tinha entendido o que estava acontecendo, porque estava escuro e não dava para ver muito bem.
Até que comecei a ligar os fatos: o que uma pessoa num carro com os vidros escuros estariam fazendo a uma hora dessas numa rua sem saída e na parte mais escura e com o carro fazendo um barulhão desse? Dãããã...
Cara, eles estavam transando na minha porta! Puta que pariu! (desculpem a indelizadeza). Mas tinha que ser na minha porta e bem na hora do filme?! Pensei em jogar um balde d'água no carro, mas pensei: Pow, os caras não têm grana para ir ao motel e precisam tirar o atrasado. Por que vou estragar esse momento sagrado?? kkkk
Deixei.
O problema foi que eles nunca acabavam e o barulho já estava me irritando e eu não estava conseguindo me concentrar no filme (Não.Eu não estava concentrada em 'outras coisas' - se é que me entendem kkkk). Só queria ver o filme. Não teve jeito, terei que esperar uma próxima oportunidade para assistí-lo novamente.
Apesar de tudo, foi engraçado. Cada um realiza suas fantasias do jeito que dá kkk
Mas lembrem-se: não se esqueçam da camisinha!

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

21 de maio de 2010

Vai Um Franguinho Aí?




Ontem tive o grande prazer de conhecer o espetacular KFC (uma lanchonete que só tem coisas feitas com frango).
Fui ao trabalho da minha irmã e depois de ficar por lá a tarde toda, decidimos comer algo diferente. Entramos num grande debate sobre onde tinha a melhor comida. Ficamos com muitas dúvidas, mas uma das opções foi o tal KFC e como eu nunca tinha comido nada lá, resolvi experimentar.
Acho que foi a pior coisa que fiz na minha vida: Pedimos um balde com nove (enormes) pedaços de frango, com batata frita, molho barbecue e um copão de refrigerante. No início ficamos super empolgadas para comer aquilo tudo. Inclusive estávamos nos sentindo como a Preciosa (do filme Preciosa).
Só sei que quando chegou na metade, nenhuma das duas estava aguentando mais comer frango. Mas ainda faltavam as batatas. Onde enfiar aquilo tudo (lógico que na boca kkk)? Enfim, não aguentamos e decidimos mandar embrulhar para viagem.
Jogar fora não íamos, então tive a ideia de levar para minha aula de Maracatu, pois sabia que lá não sobraria nada. Dito e feito: ao chegar, todo mundo avistou o saquinho do KFC. Parecia que estava dando doce de São Cosme e Damião. Fizeram uma rodinha ao meu redor e quase rasgaram o saco. Só faltavam sair no tapa rs
Quando vi, só tinha sobrado o saco todo rasgado no chão (ainda por cima são porquinhos sr). Pelo menos deu para matar a fome sr
Só tenho uma certeza: não quero ver nenhum pedaço de frango na minha frente por um bom tempo!!
E como disse minha irmã: Isso é coisa para se fazer apenas uma vez na vida!

Mas não posso nega: foi a melhor maneira de ter conhecido o KFC! (Recomendo)

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

15 de maio de 2010

Checkmate




Você fica dias esperando pela oportunidade de declamar suas palavras bonitas de um texto ensaiado, escolhendo a melhor risada a ser dada, os elogios mais incríveis e o afago mais reconfortante. Até que tudo se destrói por apenas duas palavras.
Duas palavras que invadem sua alma, estraçalham completamente seu coração e você fica estático, se sentindo um idiota, um inútil, um nada. Você vê tudo se esfacelar e pensa que todo aquele processo foi em vão.
Mas sonhar é vão? Arriscar é em vão? Talvez dessa vez tenha sido.
O que fazer? Chorar? Fugir? Morrer? Não. Isso seria realmente em vão.
Se o melhor for perder, que assim seja. A vida é um jogo: alguém tem que ganhar.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

14 de maio de 2010

Confia e Vai

Se o cansaço vier te desanimar, ergue sua alma e confia nas forças que te sustentam. E se a fé faltar em seu coração, não esqueça da esperança que ainda existe nele.
Não desista de si mesmo, aprenda a ouvir os “nãos” da vida e a lutar pelos “sins”. Procure se libertar do mal enxergando o horizonte de luz que o futuro guarda a sua espera. Supere suas angústias, não tema as tempestades, pois elas são passageiras. Entenda suas dores, mas não se entregue ao sofrimento e ao desespero; há sempre alguém que zela por você. Cultive o amor e a compaixão pelo próximo e verá o quanto é importante para o mundo.
Dedicado à pessoa que tanto me ensinou a viver. Um grande amigo, companheiro, artista e sonhador. A quem devo muitos sorrisos e agradecimentos: Obrigada!

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

11 de maio de 2010

O Herói dos Nossos Sonhos




É uma pena saber que nesses últimos vinte e três anos, não tivemos sua presença de fato. Tudo se resumiu a fotografias e nostalgia.Enquanto se é pequenino tudo é doloroso, por termos apenas a pureza e a ingenuidade.
Esperar até tarde da noite para ganhar o beijo de 'boa noite' e não tê-lo (qual é a criança que terá uma boa noite assim?). Não te ver nas festinhas de escola, feitas em sua homenagem. Não poder te dar um abraço de 'Feliz Natal' na noite de Natal. Não poder te dar um pedaço de bolo nas nossas festas de aniversário. Esperar pelas melhores férias ao seu lado e não tê-las. Não poder contar sobre nossas primeiras paixões. Não poder comemorar por termos passado no vestiblar. Tudo isso causou grande dor, desespero, confusão.
Até que fomos crescendo, crescendo, crescendo. E todo aquele encanto, aqueles anseios já não causam grandes expectativas.Aqueles sonhos e aquelas esperanças foram ficando para trás. Começamos a nos esquecer dessas coisas. Não achamos mais graça em esperar por coisas que sabemos que jamais acontecerão.
Por mais que lutemos, já não há mais nada por fazer. Crescemos e percebemos que não somos donos do mundo, muito menos dos sentimentos de outras pessoas. Vemos que não podemos, simplesmente, obrigar alguém a se importar com o próximo.
O que nos resta é lementar, sabendo que ninguém é e nunca será feliz dessa maneira. Chorar não adianta, só faz mal ao coração.
Amor não sentimos mais, mas prometemos que tentaremos não sentir ódio e nem guardar rancor. Por mais difícil que seja, prometemos: tentaremos!
O que mais nos dói é nunca podermos ter dito o que todos gostariam de dizer um dia: 'Meu pai é meu herói!'

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

9 de maio de 2010

O Assalto Mal Sucedido




Essa eu não podia deixar passar: na quarta, dia 5/5, estava indo para o ensaio geral do espetáculo do circo, na Fundição Progresso. Estava super atrasada, porque tive que passar no SAARA para comprar algumas coisas.
Para ir para a Fundição Progresso, do Largo da Carioca, decidi ir pela Avenida Chile, para cortar caminho. Quando cheguei lá, vi que a rua estava totalmente vazia e pensei: 'Há grandes possibilidades de eu ser assaltada aqui com essa rua vazia.'. E continuei andando. Mais à frente, vinha vindo um carinha na minha direção. Ao passar por mim, abriu um sorrisinho bem malicioso, logo pensei: 'Pois é, realmente serei assaltada.'. Mas continuei.
Alguns segundos depois, o mesmo carinha que riu para mim, me abraça e nós começamos um diálogo.

Carinha: Isso é um assalto, colega. (se ele não tivesse me chamado de colega, poderia até levar em consideração rs).
Eu: POis é, eu já sabia que isso iria acontecer.
Carinha (rindo): Então me passa tudo.
Eu (rindo também): Eu não tenho nada para você levar. Estou indo para o ensaio do espetáculo de circo que vou apresentar agora. Na minha mochila só tem roupa e eu preciso delas.
Carinha: Então me passa o celular.
Eu: Beleza. Só espera eu abrir a mochila para pegar.

Mas quando ia abrir a mochila, um caminhão pára mais a frente e três caras descem dele e gritam: 'Você não vai assaltar ela!'
E como o carinha estava assustado, me larga, olha para mim e diz:' Valeu, Tia, depois passo lá na sua casa...'
Cara, eu ria tanto que não sabia o que fazer. O carinha foi tão natural que por alguns instantes acreditei que ele realmente apareceria na minha casa kkk.
Os caras do caminhão foram me acompanhando até a porta da Fundição Progresso e ainda disseram:'Tenha mais cuidado, não ande sozinha por aqui.'
Isso é impossível, porque só ando sozinha na Lapa.
Enfim, esse foi o primeiro assaltante que me aborda. E foi um fracasso, coitado. Não sei se eu sou muito sortuda ou se ele que é muito azarado. Só sei que se ele levasse meu celular, não faria a mínima diferença, já que ele está todo ferrado e o carinha não conseguiria nem R$10,00 nele rs.
Uma coisa eu aprendi: Mesmo que você teha que dar uma volta desgraçada para chegar a algum lugar (nesse caso Fundição Progresso), dê, para não ser assaltado.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

O que Fica na Lembrança




Finalmete contarei como foi o dia de encerramento do NEC:
Foi numa quarta feira (05/5). Apresentamos espetáculos de todas as oficinas (teatro, circo, maracatu, graffiti e filosofia). Foi tudo maravilhoso, a galera estava super animada e não esperava o grande momento.
Certo é que ficamos tristes com o fim do curso. Mas o que vai ficar na memória são as amizades que fizemos, as oportunidades que conseguimos e todo o aprendizado sobre arte que obtivemos. Por isso, tudo valeu a pena.
Até o momento da apresentação ainda não estávamos acreditando que os cursos haviam acabado, que tudo estava chegando ao fim. Só no momento da foto final é que choros vieram à tona e a ficha meio que caiu.
Sentirei muitas saudades da Bela me pedindo meu lanche. Da Jow, da Bela e da Jessica me seduzindo (kkk), da Tia do Lanche (a Fernanda), do Tio da Biblioteca (o Luan), do Gui ('Ô desgraceira!' ssr) e tudo mais.
Espero que possamos conservar tudo que construimos e levar isso à frente.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

5 de maio de 2010

É o fim?

Hoje, dia cinco de maio de dois mil e dez, foram, oficialmente, encerradas as oficinas da segunda turma do projeto NEC.
Na verdade não sei muito o que dizer, porque ainda não sei o que estou sentindo, como se não tivesse caido a ficha.
Foram seis meses. Seis meses de dedicações, amizades formadas, desentendimentos bobos, sorrisos compartilhados, broncas compartilhadas, lágrimas, reencontros, despedidas antecipadas e muita, muita vontade de estar ali.
Adolescentes loucos, querendo abraçar o mundo com os pés. Na verdade não somos lucos, apenas queríamos aproveitar cada momento, cada oportunidade, pois estar ali não é para muitos.
Me faltam palavras para descreverem essa noite linda, de sonhos, de conquistas e quando pudemos provar a cada um dos que nos assistiram e para nós mesmo, que somos capazes, que podemos muito mais.
A noite foi nossa. Olofotes, fotos, aplausos, olhos brilhando. É, nós fomos as estrelas da noite. Tudo girava ao nosso redor, todos os olhos estavam voltados para cada movimento que déssemos.
Ainda to confusa com todas essas coisas. Perdoem-me as palavras soltas e a pobre descrição. Acho que devo me acalmar antes de escrever sobre isso. Então volto mais tarde, com fotos também.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

Os Quatro Corações Vazios





Quatro corpos que se interligam simultaneamente, ritmadamente, intensamente e expontaneamente.
Os movimentos são confusos inicialmente, mas, aos poucos, com muita calma, eles vão se consertando, se entrelaçando, se fundindo.
São quatro, quatro corações vazios. Vazios de tristeza, vazios de angústia, vazios de delisusões.
Eles pulsam como se fossem seus últimos suspiros, seus últimos momentos de vida. E pulsam, e pulsam, e pulsam.
Tudo é delicado, é intenso, é único, somos quatro.


*Gi, Lu, Jéssica e Jú*

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

4 de maio de 2010

Revivo outras vezes, mas não sou imortal

Hoje farei uma homenagem ao meu superamigo, boêmio, poeta, músico, ator e diretor, cineasta, palhaço (literalmente), filosofo, proseador, contador de histórias, amigo de bar, enfim: o saudosíssimo Galo!
Esse é um texto escrito por ele há algum tempo, talvez meses ou anos. E já que o nome do blog (que é enorme) já diz: Tudo Aqui Assim Ao Mesmo Tempo Agora, todos que tenham ideias legais, poderão ter seus textos postados aqui - Isso eu já havia dito, então vamos parar de lenga-lenga e ir direto ao ponto:


"Revivo outras vezes, mas não sou imortal.


Às vezes, em nossas vidas, as pessoas q amamos nos magoam,
Nos pisam.
Você fica com vontade de se drogar,
Se destruir.

Aí vem as amizades que te ajudam com pequenas morfinas,
As festas q tentam te colocar pra cima.
Mas você não consegue confiar em si mesmo
E assim começa a desistir de ser o que é.

Alguns dias depois, você desabafa com pessoas desconhecidas.
Elas te dão conselhos,
Tentam te passar a “realidade”.
Mas mesmo assim
Você se afoga em lágrimas.


Até que um dia conhece alguém que não te conquista
Mas você consegue se sentir bem ao lado dela
Pode ser por causa da beleza,
Do papo,
Do modo de falar.

Do modo de olhar,
Do jeito de ajeitar o cabelo,
Da careta que faz quando esta seria,
Do jeito de escrever.

Da maneira de rir,
Da maneira que ri quando esta com você,
Da maneira que ri quando vc conta uma piada,
Da maneira de ri quando você é um palhaço.

E você acha que está apaixonado.
E eu pago meus pecados por ter acreditado
Que só se vive isso uma vez."

(Rafael Galo)


E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asffalto!

3 de maio de 2010

O Retorno




Bom, após três dias de cama, quase em coma (um pouquinho de exagero), voltei com tudo para contar muitas novidades a vocês. Pois em uma semana tudo pode acontecer.
Primeiramente digo-lhes que peguei uma virose das brabas. Na quinta-feira (29/4) fui me apresentar no SESC Tijuca, numa Amostra Grátis de Artes (Geringonça - Num próximo momento conto esse fato).
Tudo começou após minha apresentação. Comecei a ficar com febre e fraqueza, não conseguia nem pensar direito. E na hora de ir embora? Peguei o ônibus e dormi (para não sentir o frio da febre) Quando acordei, acordei pior que antes. Não tinha nem força para andar do ponto até minha casa (e isso já eram quase 2:00h. Não tinha ninguém na rua para me ajudar).
Quando cheguei em casa, estava pálida, com as mão geladas e o corpo tremendo. Foi muito estranho nunca tinha me sentido daquele jeito. Tomei um banho, caí na cama e apaguei. Só acordei 12:00h de sexta-feira.
Tudo doia, a febre não ia embora e tudo girava ao meu redor. Resolvi dormir outra vez. Acordei 17:30. Finalmente fui comer alguma coisa, mesmo sem fome. Comi metade da metade de um pão e meia xícara de um chá doido que minha mãe fez. E adivinha? Fui dormir outra vez. E só acordei no sábado.
Nada tinha passado. Pensei que fosse até essa tal gripe do 'pig' que está na moda. Queria que tudo passasse logo. Eu não tinha vontade de fazer nada e já estava me dando nos nervos. Ir ao médico? Nem pensar! Tenho sérios traumas em relação a hospitais: sempre que vou a um, fico internada. Agora só vou quando for caso de morte e dessa vez não era, ainda bem.
Finalmente chegou o domingo e acordei bem. Então logo me aprontei. Tomei um mega banho, me arrumei e fui para rua. Precisava pegar um pouco de sol (apesar de não gostar), ver gente diferente (apesar de morar num lugar onde todo mundo se veste igual, anda igual, fala igual e isso não me agrada. Não por ser igual, mas por ser como é. Só quem mora em Campo Grande sabe como é isso sr) e a noite até fui a um churrasco de um amigo.
É acho que já está bom de falar de doença, já estou recuperada. Isso que importa. Não quero mais saber disso. Vou me benzer com uns dentes de alhos, cebolas, arruda e todas essas coisas aí que usam para tiram mau olhado...


E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto.

E lembrem-se: Ao persistirem os sintomas, o médico deverá ser consultado.

25 de abril de 2010

O vôo enfeitiçado




Um dia ouvi dizer que o mundo acabará. Que os mares invadirão os continentes, que a água potável se esgotará e haverão grandes guerras por conta disso. Que a temperatura poderá chegar a 50° em poucos anos, que animais sofrerão grandes mutações e que algumas espécies desaperecerão do Planeta.
Tudo isso me causou grande desespero e tristeza. O que será de nós? Como poderemos mudar essa situação? O que será de nossos filhos? E nosso netos? E nossos bisnetos? Existirá vida até lá?Tive vontade de fugir para longe. Mas fugir para onde? Não tinha para onde ir. Aquele era nosso destino.
Saí por aí procurando uma luz no fim do túnel. Precisava fazer alguma coisa. Sentia que meu interior morria aos poucos, me faltava ar. O ar era expesso, áspero, entorpecia minha mente.
Tudo parecia perdido. Me conformei, deitei, calei, esperei. Esperei a morte, o fim, o nada. Até que enxerguei ao longe, cores, muitas cores. Eram cores em movimentos (ou seriam moviemntos de cores?). Não importa, era lindo e diferente de tudo que já tinha visto em minha vida.
Ergui-me e fui em busca dessa plenitude, dessa magnetude singular. Ela corria, corria de mim. Parecia que tinha medo (ou eu que não era capaz de alcançá-la?).Eram cores que flutuavam, deslizavam como plumas. Eu não sabia o que era, apenas almejava tê-la em minhas mãos, guardá-la para mim.
Num determinado momento ela parou. Talvez estivesse cansada de fugir, talvez tenha percebido que eu não oferecia perigo, talvez tenha descoberto que eu era tão pequena e delicada como ela e que também tinha medo.
Fui me aproximando aos poucos, sem fazer barulhos, em passos contados e sutís. E ao chegar bem perto notei que era tão pequenina, mas irradiava uma beleza que não cabia em si, fiquei hipnotisada com tudo aquilo.
Nunca imaginei que pudesse encontrar tanta pureza numa frágil borboleta. Todo aquele sentimento de dor, de morte, de fim não mais existiam em minha cabeça. Entendi que mesmo em meio a tantas tragédias, lágrimas e desespero, ainda há seres que lutam por viver, que irradiam sua beleza para encantar a outros, que buscam a liberdade e continuam acreditando em seu potencial.

E aos que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

Tudo em nós




Tudo começou num curso de teatro, na Biblioteca Pública do Estado do Rio de Janeiro, no Centro da cidade, com o Grupo S.A.R.A.
Foi amor a primeira vista. Trocamos olhares, trocamos palavras, revelamos desejos e sonhos, confessamos segredos e tudo foi se formando, se entrelaçando, se solidificando.
Já não conseguíamos ficar muitos tempo sem nos ver ou falar, Sempre inventávamos alguma desculpa para nos encontrarmos. E foi assim por muitos dias, talvez meses.
Quando não tinha mais jeito, decidimos nos unir definitivamente. Teatro, exposições, cinema, conversas em pracinhas, lanches coletivos, tudo fazia nossa alegria, tudo nos satisfazia. Os dias eram longos, mas as horas corriam e tínhamos que aproveitar todos os momentos, para sentir o prazer de estarmos juntos.
O tempo foi passando, pessoas chegaram e se foram, discórdias tentaram nos separar, mas nosso amor foi maior, nossa vontade de estarmos juntos superou todas as dificuldades.
Hoje, a vida nos levou a alguns rumos diferentes. Faculdades, trabalhos, distância... Mas não pense que isso foi o fim. Isso foi o começo da realização de nossos sonhos, nossa independênica, nossa felicidade.
E por mais que não estejamos juntos o tempo inteiro, como antes, nosso amor não acaba, não dominui, não se esquece!



Essa é uma homenagem às pessoas que me fazem ser o que sou hoje. Que me apoiam, que riem comigo, que fazem as melhores farras, que a cada dia me mostram uma visão diferenciada do mundo e da vida.
Por todas as dificuldades pelas quais passamos juntos, pelas conquistas, pelas regras que quebramos, pelos gritos de liberdade que demos e por tudo que está por vir, devo muito a vocês: Thiago Ferreira, Rafael Galo e Jefferson Farias.
'Porque o importante é a nossa união!' (Galo)
Obrigada!



E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

23 de abril de 2010

Sexos Frágeis




Semana passada fui à casa de um amigo e começamos a conversar sobre as decepções amorosas dele. Conversamos horas sobre isso e muitas coisas que ouvi, pensei muito e cheguei a sérias conclusões, dando razão a ele.

Primeira: as mulheres são seres que não sabem se querem ou não alguma coisa (não se pode negar).

Segunda: Mulher tem medo de fazer algo, com medo de dar errado. Mas se não se toma uma atitude, nada acontece. É melhor quebrar a cara tentando do que ver a vida passar sem fazer nada.

Terceira: Muitas mulheres se ridicularizam pensando que estão fazendo sucesso (Liberdade não é sinônimo de libertinagem).

Quarta: Homens realmente criam parâmetros de escolha (conversei sobre isso também com um outro amigo hoje). Chega ser engraçado, porque mulher também faz isso e acaba se tornando meio que uma 'Guerra dos Sexos'.

Quinta: Homens também choram por paixões mal correspondidas.

Sexta: Homens preferem conselhos de mulheres quando o assunto é mulher.

Sétima: Mulher sempre fica com raiva quando sabe que o homem tem razão. Mas se mantém firme até o último momento (orgulho é uma merda!).

Oitava: A coisa que pode nos juntar é a mesma que pode nos separar: o sexo.

...

Eu podia ficar aqui a noite toda listando vários itens sobre essa conversa. Mas acho que com apenas esses, vocês já possam ter idea da complexidade da situação.
Talvez, esse conflito se dê por esse mundo imediatista, virtual, onde se cria o tal 'amor líquido'. O ser humano está ficando mais racional.
Cabe a nós não deixar que isso atinja nossos corações. Já dizia Renato Russo 'Quando o jogo de poder não existe, a troca é completa.'
Então não tentem ser melhores que os outros. Compartilhe suas experiências e sentimetos e tudo se resolverá mais rapidamente do que você possa imaginar.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

O espetáculo vai começar!




Hoje contarei um pouco sobre uma atividade que pratico há seis meses, mas que me apaixonei perdidamente e espero poder continuar a praticar: o tecido acrobático. Mas antes de relatar o que faço, contarei um pouco da história do circo e do tecido acrobático para que vocês entendam um pouco mais.



O CIRCO Segundo Torres, Castro e Carrilho (1998), a arte circense teve início em 70 a.C., com um homem que fazia brincadeiras engraçadas num afiteatro, na Grécia antiga. Na metade do século XVIII foi criado um local fixo para apresentações, daí surgiu o famoso picadeiro (espécie de pallco redondo onde há apresentações circenses).
Essa arte passou a fazer parte do contexto brasileiro em 1980, motivada pela economia do café, da borracha, da cana-de-açúcar e da mineralização no país.
A tradição das famílias circenses se define por passar os ensinamentos de pai para filho, com uma disciplina rigorosa. Isso aproxima ainda mais a família e faz com que a dedicação ao trabalho seja muito maior.



O TECIDO: O tecido acrobático surgiu por volta de 600 d.C., em festividades dos imperadores da China. No Ocidente, o relato mais antigo é da Alemanha, entre 1920 e 1930, muito utilizado nos cabarés, praticados com nas cortinas do local.
Antes de se tornar, oficialmente, uma arte circense, a prática era feita em cordas de sisal, para a montagem do circo ou para que os artistas subissem no trapézio. Hoje em dia, o pano é de algodão, para que as manobras sejam mais facilmente realizadas.





Eu comecei a praticar essa modalidade há seis meses. Na verdade nem sei o motivo de ter começado, morro de medo de altura (esse deve ter sido o motivo). Quando entrei na sala de treino e olhei aqueles pano pendurados a uma altura de mais ou menos 4 metros, a vontade que me deu foi de sair correndo. Mas não podia pagar esse mico, né? Fiz cara de corajosa e continuei ali.



Já na primeira aula o professor queria que subíssemos nos tecidos. Eu olhei para ele, bem séria, e pensei 'Acho que vou te enforcar com essas cordas!'. Agora era tarde! Eu tinha que subir.
Meu coração quase saia pela boca e minhas mãos tremiam como vara verde. Fechei os olhos e fui. Quando cheguei lá em cima, abri os olhos e olhei para baixo. Foi maravilhoso! A melhor sensação que já tinha sentido em toda minha vida!
A partir daquele momento não quis mais saber de outra coisa. Desci e subi várias vezes e não sentia mais medo. Parecia que aquilo era a melhor coisa do mundo (naquele momento era realmente).



Não perdi totalmente o medo. Mas hoje já posso me jogar sem problemas. Fazer isso me dá uma sensação de liberdade, prazer, quase um orgasmo (sr). Talvez, se eu tivesse enforcado meu professor na primeira aula, não teria sentido tudo isso...
Muito devo ao Guilherme! 'Ô Desgraceira!!!'

É isso povo! Ao longo dos dias, postarei mais coisas sobre meu curso e mais fotos para vocês.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

21 de abril de 2010

O Tempo





Um dia, na minha aula de filosofia, na Fundição Progresso, conversávamos sobre oportunidades bem aproveitadas, percepção de mundo e nossos anseios. Até que meu professor (grande filosofo, músico e poeta) nos fez lembrar que tudo isso acontece em função do tempo e nos contou uma ótima história sobre o tempo.
Foram definidos em quatro modalidades, que surgiram na Grécia antiga, são elas: Kairos, Aion, Cronos e Kronos.

Kairos: É o tempo oportuno. Aquele que quando você pisca ele já foi embora e você perdeu, ficou de pista, se fudeu! Então se liga, mané, porque ele é coisa rara e poucos conseguem perceber sua presença.

Aion: É o tempo infinito, como o passado e o futuro, mas ao mesmo tempo limitado, como o instante. Esse você não precisa entender muito, apenas viver. Ele guarda tudo que você viveu, o que você está vivendo e o que tem por vir em sua vida (mas lembrem-se: seu destino pode ser mudado por alguma atidude (boa ou ruim) que você tome).

Cronos: É o tempo medido. Esse é fácil de lembrar: toda vez que ligar a televisão num domingo e tiver passando o 'Domingão do Faustão', com certeza, enxergará o relógio(nada modesto) do Faustão e dirá "Esse é o Cronos!". E é melhor aprender a contar as horas logo para que não se atrase!

Kronos: É o tempo de previsão. Quando você acorda e se pergunta "Será que hoje vai chover ou fazer sol?". Mas nesse mundo louco no qual estamos vivendo hoje nada pode ser previsto. Você sai de manhã com casaco, cachecol, gorro, luva, guarda-chuva e bota. E daqui a algumas horas, você está de shortinho (bermuda para os meninos), regata, óculos escuros e boné. Acreditem ou não: Isso é o aquecimento global!
Por isso, não saiam de casa sem um guarda-chuva e o protetor solar. Ninguém sabe o que pode encontrar lá fora...

É isso, meu povo! Não esqueçam de nenhuma dessas modalidades de tempo, pois elas podem definir sua vida e,algumas vezes, não se pode voltar atrás.

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!

17 de abril de 2010

O Primeiro Momento



Bem, esse blog nasceu com a ideia de serem expostas apenas poesias (minhas, de amigos e de alguns autores literários). Estava tudo preparado: textos selecionados e organizados, tempo calculado para cada postagem e tantas outras preocupações. Até que no meio do processo pensei: Por que me limitar apenas a isso? E se as pessoas não entenderem o que quero dizer com as poesias? E se eu não conseguir transmitir exatamente a mensagem que quero?
Então resolvi mudar o rumo da história: Postarei tudo que acho interessante, algumas poesias entrarão também, com certeza. Conversas que tenha tido com alguém e que possa trazer algo a mais para todo mundo e problemas sociais, dos quais não podemos fugir (mas não tratarei disso como em jornais: notícias sangrentas e desgraças sem fim).
Espero que esse blog possa se tornar um cantinho de trocas de boas ideias e experiências.
Sejam bem-vindos e divirtam-se!

E para os que ficam, deixo-lhes a flor do asfalto!